Já é dia, mais um dia... Eu ainda não entendo essa tua ausência vazia, essa tua falta de interesse. Não significou nada, né? Eu sei. E isso é o que mais me dói: Ter tido você por um tempo; cuidado, amado, protegido, ajudado a te trazer de volta ao mundo, à vida... Em troca? Na verdade, eu não esperaria nada, não se eu não te amasse como eu jamais pensei amar. Sofrer é algo relativo, sabe? É por amar demais que acabamos esperando e exigindo do próximo aquilo que estamos oferecendo/doando, ou mais que isso. Às vezes, é recíproco. Outras, não. E é aí onde nos deparamos com mágoas, sentimentos reprimidos e descrença de tudo. De todos.
Eu queria poder olhar nos teus olhos e dizer que não sinto mais nada, que eu já não penso mais em ti, que eu já não espero nada, que eu já não amanheço e vou dormir pensando em como seria se você estivesse do meu lado, que as tardes de terça já não me trazem lembranças e que, quando o teu time vai jogar ou o teu artista preferido vai tocar, eu não sinto um frio na barriga; que eu não mais lembro de ti quando escuto a nossa música.
Eu já não choro mais como antes, já não insisto mais como antes... Eu já não te ponho em meus planos como antes. Sinceramente, acho que estou aprendendo a te deixar um pouquinho de lado, mas não é por muito tempo. Eu prometo. Por mais que eu queira te esquecer, existe uma parte em mim que diz o contrário. E ela grita tão alto que mal posso ouvir o sussurro quase que desprezível da razão.